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segunda-feira, 20 de março de 2017

Afinal Jardim Gonçalves era um menino

Não quero voltar a insistir na ideia que a vantagem dos blogs é conservar o que se disse e nos permite relançar um olhar sobre a nossa visão no momento dos acontecimentos e ao mesmo tempo perceber o que mudou (ou não)
Neste caso aliás a súcia aumentou já que naquele tempo (há 10 anos ) o dono disto tudo ainda era um senhor respeitável, como viria a atestar Cavaco Silva

Então eu escrevi assim

domingo, 28 de junho de 2009


O Jardim Ali-Bábá e os 40 seguranças

Já tenho escrito muitas vezes sobre essa súcia de gatunos que dá pelo nome de banqueiros, bem ilustrado pelos últimos acontecimentos no BPN, no BPP e também no Millenium, esse sucedâneo manhoso do velho Banco Português do Atlântico, cujo fundador Cupertino de Miranda, deve dar voltas no túmulo, com as safardezas anunciadas dos seus banqueiros-herdeiros.

Que o desfilar da corja ainda não acabou, não tenho dúvidas, faltam os lavadores de dinheiro, que na sequência da Operação Furacão, hão-de aparecer (ainda tenho uma réstia de esperança nos agentes da justiça), talvez vestidos de verde, a sua cor favorita.

Isso é uma coisa, outra bem distinta e que não percebo o alcance, é o facto de alguns jornais virem a noticiar a propósito da reforma de Jardim Gonçalves, o chefe da cáfila do BCP, que o conselho de remunerações pretender retirar-lhe as regalias das deslocações em avião e o direito aos 40 seguranças privados (alusão indirecta ao Ali-Bába).

Em boa verdade reforma é a minha e a de alguns milhões de portugueses, aquilo não é uma reforma, é um legado principesco, porém não estou a ver com vai ser possível tirar-lhas, havendo um acordo escrito e naturalmente aceite por ambas as partes.

Mesmo alguém que tenha um pena por cumprir, referente a um crime de qualquer natureza, não perde os direitos adquiridos por qualquer outro contrato, logo não vejo como é que a referida comissão o pode fazer.

Estarei enganado ?

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