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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Alterações á Lei Laboral

 A propósito das alterações á  Lei Laboral , convém refletir perguntando

1.-Em que páginas do programa eleitoral da AD consta a intenção de alterar essa mesma Lei ?

2.-Segundo as organizações patronais , não parece ser essa Lei tal como está , sua  principal preocupação

3.-Será por causa dessa lei que as entídades  patronais , não contraram mais trabalhadores ?


quarta-feira, 12 de novembro de 2025

a Esquerda que não tem vergonha de dizer que é a Esquerda

 


 Catarina Martins disse

Represento, em primeiro lugar, a Esquerda que não tem vergonha de dizer que é a Esquerda, porque sabe que dizer Esquerda significa saber que o respeito e a dignidade do trabalho está no centro da democracia", afirmou aos jornalistas em Braga, no final de uma reunião com a Comissão de Trabalhadores da fábrica local da Bosch.

Para Catarina Martins, "não há uma democracia que não respeite quem trabalha, quem constrói o país".

"É por aqui que se começa e é por aqui que eu olho para o mundo e é aqui que eu luto", acrescentou.


Tenho um grande desejo, é que isto não seja a política a falar dela própria, mas seja o momento para falar do país, dos problemas do país e como é que uma Presidente da República pode ajudar a criar soluções", apontou.

Descreveu Portugal como um país "de salários baixos e contas de supermercado muito altas, de preços de rendas impossíveis e que tem muito medo que o hospital não abra e que na escola não haja professores".


A capital mundial da Justiça Social,

 O

reeleito presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), assumiu hoje a ambição de tornar a cidade a capital mundial da Justiça Social,

Trata se apena, por certo, duma frase para ficar bem na fotografia, porém obviamente que essa intenção não depende dele mas do seu chefe o PM Montenegro , o que reforça aliás a ideia da vacuidade dessa intenção

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Gozar com quem já trabalhou

 A Ministra do respectivo pelouro Maria do Rosário Palma Ramalhoconsidera que aumentar as pensões mais baixas em cerca  de 25 euros corresponde a recuperação do poder de compra . Obviamente que isso é mesmo gozar com quem já trabalhou

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Notas do dia


Publicado por Raquel Varela no FB 

 Ainda sou do tempo em que grávidas com mais de 35 anos ou tensão alta eram acompanhadas na MAC, a partir das 36 semanas, eram-no semanalmente, tive várias amigas assim, nesse tempo a população a viver em Portugal era a mesma e o número de médicos também. Era o protocolo normal para salvar vidas. Agora, a grávida, se não tem dinheiro, vai ao centro de saúde, uma vez por mês, e se se sentir mal liga para uma empresa privada, a saúde 24, se estiver a morrer espera que chegue uma ambulância do INEM, que trabalha com metade dos efectivos.

O plano da Ministra e da AD é colocar o último prego no caixão do SNS. Está determinada. E não tem vergonha. Acaba com os tarefeiros (que não são solução para nada) sem ter alternativa, logo fecham mais urgências; corta no SNS o que se propõe transferir, aliás um pouco mais, para comprar material bélico à Alemanha; não propõe aumentos salariais com exclusividade opcional, obrigando os médicos de todas as áreas a serem tarefeiros de facto no privado, onde passam cada vez mais o dia; o pessoal de saúde não conhece os doentes, não os acompanha, não os olha muitas vezes; não se debate a gestão democrática, que nutre equipas, a investigação e a formação entre pares, independente das pressões das farmacêuticas; estimula-se a concorrência entre médicos e enfermeiros procurando desqualificar e desprofissionalizar o trabalho de ambos (apregoa-se justamente o contrário, para fazer entrar a IA), no fim de tudo isto se morre uma preta, pobre, burra (foi isto que a Ministra disse ao país) que vive lá na Amadora, qual a relevância? "Guerra sim, saúde não", é o gesto desta mulher, Ana Paula, a destemida.
Para quando a união entre sindicatos médicos, enfermeiros, técnicos por um SNS de salários muito bons, gestão democrática, equipas coesas, avaliação por qualidade inter pares, confiança entre pares? Nesse dia, já sabemos, e só nesse dia, se vai resolver a nossa saúde (e direito à vida). Mas nesse dia não ficará - voluntariamente - no privado porventura hoje nem um profissional de saúde, onde são proletários de uma empresa, dita hospital, cuja qualidade se mede pelo lucro que distribuem pelos accionistas. A violência ética desse exercício da medicina e do cuidado é brutal.
E isso é o que esta Ministra sabe, sabe que quem escolheu trabalhar na saúde quer curar, cuidar, tratar. É esse o sentido do seu trabalho e por isso estão em sofrimento ético - porque acabam por ser cúmplices com más práticas e auto-justificações que não acalmam as consciências mais exigentes. O sofrimento ético não é só fazer mal, é não contestar, daí vem a falta de alegria e paixão pelo trabalho. Se os salários fossem um pouco melhores no SNS e as relações entre pares de confiança, o SNS era o lugar onde queriam estar. Os profissionais de saúde estão reféns, reféns da sua própria ausência de organização, porque do brilhantismo da Ministra convenhamos, não é. É, pode-se dizer, uma tarefeira do mercado, abre caminhos para a remuneração dos accionistas donos de empresas-hospital. E fá-lo com desplante, treino mediático e sem receio.
A Ministra ameaça-nos, espalha por todos nós o medo, de ir ao hospital, de trabalhar no hospital. Enquanto acarinha e descansa as mentes dos subsídio dependentes - vulgo accionistas de hospitais privados ou "o mercado" -, que todos os dias vivem sem trabalhar, olhando a descida e subida das bolsas e explicando-nos que vêm lá os russos, há que cortar no Estado Social.

Baixar o IRC sem condições

 

O Presidente da República promulgou o diploma do parlamento que altera as regras de funcionamento do incentivo de IRC à valorização salarial, eliminando a obrigação de as empresas reduzirem as desigualdades salariais entre trabalhadores para acederem ao incentivo fiscal.

Com o diploma que Marcelo Rebelo de Sousa agora promulgou, aprovado pelo parlamento a 17 de outubro, a obrigação de reduzir as desigualdades deixa de ser uma das condições exigidas para as empresas beneficiarem deste incentivo.

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Notas do día

 Nota 1-Luís Montenegro, adiantou que não ha cortes na despesa da saúde Destacou, no entanto, há uma orientação que se prende com otimizar recursos

Deveria começar por ser importante optimizar o seu próprio vencimento e dos seus colegas do governo bem como o dos deputados na AR

Optimizando também, a talhe de foice. o luxo gastronómico que dizem imperar pelos refeitórios do aereópogo republicano

Nota 2- A Pj investiga as diatribes da gestão bancário da rapaziada do Novo Banco /Bes , nas negociatas da liquidação do velho BES . Registo com algum espanto que nenhum dos putativos ladrões eram de etnia cigana, razão pela qual o Ventura e os seus acólitos , não se têm pronunciado

Ponho aliás a hipótese , de alguns desses malfeitores serem apoiantes liquidos dos seu bando, daí o silêncio

Nota 3 -A hipótese de 0,01 % de possibiliade de eu votar Cotrim de Figueiredo, esfumar-se-ia perante o anúncio do seu mandatário Miguel Júdice, residente há largos anos no meu top 10 dos figurões que mais detesto

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Aumentos de pensões miseráveis

 

A ministra do Trabalho disse hoje que "as pensões mais baixas" terão uma atualização em 2026 "superior em 0,5 pontos percentuais ao valor da inflação de 2025", o que, segundo a governante, "significa alguma recuperação do poder de compra"


Na realidade essa recuperação que a   Ministra alude consiste em mais 5 euros mensais para uma pensão de 1.000 euros  a Esquerda não pode dexar passar esta afirmação em claro



quarta-feira, 22 de outubro de 2025

A segunda república

 Tenho observado que últimamente , ha muita gente a considerar que vivemos um tempo de terceira república  e mesmo os Chegófilos a proclamar que deve lutar-se pela instauração da quarta república 

De qualquer modo, para mim,  todos os que o  proclamam, pretendem afirmar que o tempo da ditadura salazarenta e seus derivados, foi a segunda república ,o que branqueia aquele período ,como se a ditadura fosse apenas uma nuance republicana , que não é 

terça-feira, 21 de outubro de 2025

A abastenção mansa

 

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, vai propor hoje à Comissão Política Nacional que o partido se abstenha na votação na generalidade do Orçamento do Estado para 2026 .

Tão queridos e reponsávelmente mansos , é esta a posição habitual dos enganosamente referidos como socialistas e partido de esquerda 

A esquerda deve criticar esta atitude com veemência , na medida em que o dito partido de esquerda , tenta mascarar a sua posição de compadrio com os seus colegas agora no governo, elencando algumas critocas que não servem para nada ,face a atitude política da abstenção

domingo, 19 de outubro de 2025

O caso da burca é uma cortina de fumo

 Além do desagravamento da taxa  de IRC dos atuais 20% para 19% no próximo ano, o diploma consagra uma descida da taxa nos dois anos seguintes. A taxa passará para 18% em 2027 e para 17% a partir de 2028.

Para além das presidenciais que pouco interessa discutir e da burca, cortina de fumo é preciso que a esquerda insista em afirmar o que esta redução significa 

É absolutamente indecente que esta redução aconteça sem exigir contrapartidas, que se refletissem ou no aumento da massa salarial dos seus trabalhadores ou na admissão de mão de obra, pelo que esse desagravamento só devería ser concedido a  quem cumprisse o determinado. 

Acresento que o recurso a utilização sistemática de trabalho precário , deveria ser motivo de exclusão desse desagravamento 

Estamos borrifando quem será o próximo Presidente da República 

sábado, 18 de outubro de 2025

Catarina Martins

 Registo con todo o interesse e atenção a candidatura de Catarina Martins á presidência da Républica , Não porque possa pensar-se num projeto vencedor , longe disso , mas para que seja uma tribuna para ela, que com a habitual clareza e destreza política possa dar voz , aos temas que realmente afligem o povo português , a habitação e a saúde , que são obviamente os mais importantes na actualidade.

Os habituais comentadores comentarão,o que esses não são temas para a presidência da República abordar.

A Catarina Martins saberá com certeza , qual o seu papel e o que deve e pode ou não dizer , esquivando se a lateralidades que a desviem dos seus objetivos 

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Toxicidades partidárias

 Tenho observado nos últimos tempos da parte da comunicação xoxial, e não só, um crescente e violento ataque ao Bloco de Esquerda apelidando-o de partido tóxico. 

Normalmente tudo isso vem no contexto de defesa da honra do Partido Socialista, para justificar a derrota autárquica em Lisboa, considerando que ela se deve ao facto do Bloco de Esquerda ter feito parte da coligação derrotada.

Por outro lado, afirmam até que, no Porto, o Partido Socialista , ainda teriam perdido por maior diferença  se tivessem efectuada idêntica coligação.

Assim está explicada para essa gente as derrotas do Partido Socialista,com a toxicidade do BE e em especial com a presença de Mariana Mortágua na flotilha a Gaza. 

Nem por um segundo se entende essas derrotas pela ineficácia do PS quando foi governo e se comportou duma maneira muito pouco condizente com o seu nome e muito menos como um partido de esquerda , que na verdade não é

Mas já agora , não deixo de  refletir , que se calhar  essa toxicidade corresponde afinal a correção da linha política que o Bloco de Esquerda precisa de fazer deixando de ser o partido fofinho de esquerda  e passar a ser realmente incómodo para as gentes de direita ou da pseudo esquerda

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Os imigrantes e as famílias

 A Democracia Cristã vê a família como fundamento moral e natural da sociedade, cabendo ao Estado protegê-la sem a substituir.

A Social-Democracia vê a família como núcleo afetivo e social a ser apoiado de forma inclusiva, cabendo ao Estado garantir direitos universais e igualdade de oportunidades a todas as formas familiares.

Em teoria, são estes valores que deveriam defender as duas correntes políticas que governam em Portugal.

Porém obviamente que não  o praticam no que aos imigrantes em Portugal diz respeito, com a benção final do fala barato 

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Apresentação

 Sou bloquista desde sempre , como fui da OCMLP, do PCP (R) e da UDP e tenho a minha dose de sectarismo no passado.

Hoje pugno por uma esquerda que deixe de ser fofinha. A unidade da esquerda que seja a possivel tem que ser em volta de causas , deixando de lutar em torno daquilo que a CS ache que está na ordem do dia
É táo simples como na AR aplaudir as intervenções feitas por deputados da nossa esquerda que dizem o mesmo que nós , a unidade de acção começa por ai

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Xutos e Pontapes

Mais de 3 décadas depois do arranque, os Xutos & Pontapés são o emblema do que significa rock & roll em português, por portugueses, para portugueses. Donos de um acervo de clássicos que faria muitas bandas roerem-se de inveja. Verdadeiros “animais de palco” que vivem para a festa dos concertos que cimentam a sua ligação indestrutível com um público sempre presente à chamada, braços cruzados em X a celebrar a maior longevidade de uma carreira rock neste cantinho à beira-mar plantado Há 37 anos que é assim e vai continuar a sê-lo enquanto Tim, Zé Pedro, Kalú, João Cabeleira e Gui continuarem a acreditar na força do rock’n’roll, na energia de estar em palco e a partilhar estas canções com o público que fez delas, hinos. Os Xutos continuam a ser a locomotiva rock’n’roll que arrasta multidões. Gerações inteiras, pais e filhos, juntos a celebrarem canções que já fazem parte da nossa história. Da nossa vida. A Minha Casinha Em viagem pela Europa, Zé Pedro e Kalú vão ao festival punk de Mont-de-Marsan, em França. Vão cada um para seu lado e ainda não se conhecem, mas ficam com o “bichinho”. De regresso a Portugal Zé Pedro conhece os Faíscas, cede-lhes a garagem dos pais para a sala de ensaios e é nomeado manager oficial. É nessa garagem que começa a germinar a semente. Zé Pedro, Zé Leonel e Paulo Borges chamam-se Delirium Tremens, fazem audição ao Kalú, mudam de nome para Xutos & Pontapés depois de Beijinhos & Parabéns não ter sido aprovado. Borges não aquece o lugar e chega Tim para completar o quarteto inicial. Em Dezembro têm o primeiro ensaio oficial na Senófila. Homem do Leme Contentores Para Ti Maria Não Sou O Único

terça-feira, 22 de agosto de 2023

,Luiz Goes

  • Luís Fernando de Sousa Pires de Goes (Coimbra, 5 de Janeiro de 1933 - Mafra, 18 de Setembro de 2012) GOIH foi um médico e músico português.

  •  Cantor e compositor, conhecido pelo seu nome artístico como Luiz Goes, é considerado um dos expoentes máximos da canção de Coimbra

  • . Cantiga para quem sonha  

  •  Filho de Luís do Carmo Goes e de D. Leopoldina da Soledade Valente d'Eça e Leyva Cabral de Sousa Pires, nasceu em 1933, em Coimbra, e, por influência de seu tio paterno Armando do Carmo Goes, figura destacada da Canção de Coimbra, cedo começou a interpretá-la, e, aos 19 anos, a convite de António Brojo, gravou o seu primeiro disco

  •  É preciso acreditar  

  •  No final da década de 1950, formou o Coimbra Quintet, com os músicos António Portugal, Jorge Godinho, Manuel Pepe e Levi Baptista, gravando o álbum Serenata de Coimbra, que "é ainda hoje o disco português mais vendido", segundo Manuel Alegre Portugal

  • . Em 1958 licencia-se em Medicina, na Universidade de Coimbra e exerceu a profissão de médico-estomatologista até à sua reforma, em 2003.

  •  De 1963 a 1965 prestou serviço militar na Guiné como Alferes Miliciano Médico

  • . Balada da Torre d'Anto

  • Foi autor de 25 canções estróficas e 18 baladas. Do seu reportório fazem parte canções como "Balada do mar", "É preciso acreditar", "Cantiga para quem sonha", "Só" ou "Toada beirã".

  •  Foi condecorado com a Ordem do Infante Dom Henrique, no grau de Grande Oficial (9 de Junho de 1994), com a Medalha de Ouro da cidade de Coimbra (4 de Julho de 1998), com a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Cascais e com o Prémio Amália Rodrigues 2005, na categoria Fado de Coimbra.

  •  Fado Do Estudante

  • Rua larga

sábado, 19 de agosto de 2023

José Mário Branco

  • José Mário Monteiro Guedes Branco, mais conhecido por José Mário Branco (Porto, 25 de maio de 1942 – Lisboa, 19 de novembro de 2019), foi um músico, cantautor, compositor/arranjador e produtor musical português. 

  • É descrito como "um dos nomes maiores da canção portuguesa" e apresenta uma extensa actividade musical nas mais variadas áreas, contando com uma carreira de cinco décadas.

  •  Em 1963 e com apenas 21 anos, viu-se forçado a exilar-se em Paris para fugir ao serviço militar na guerra colonial, à qual era expressamente contra. Regressou a Portugal em 1974, após a Revolução dos Cravos

  • . Queixa das almas jovens censuradas,  

  •  Ao longo da sua carreira trabalhou com diversos outros artistas de relevo da música de intervenção e outros géneros, nomeadamente José Afonso, Sérgio Godinho, Fausto, Janita Salomé, Amélia Muge, Gaiteiros de Lisboa, e, no âmbito do fado, Carlos do Carmo, Camané e Katia Guerreiro.

  •  Do mesmo modo compôs e cantou para o teatro, cinema e televisão, tendo sido elemento da companhia de teatro A Comuna – Teatro de pesquisa.

  •  Filho de professores primários, cresceu entre o Porto e Leça da Palmeira. Iniciou o seu percurso musical no primeiro ano do liceu, com aulas de violino no Conservatório de Música do Porto, tendo desistido ao fim de um ano.

  • Só retomaria os estudos em música anos mais tarde, em 1958, na escola de música Parnaso no Porto, onde estudou piano, flauta, percussão, composição, orquestração, análise musical e etnomusicologia

  •  As contas de Deus Durante a sua juventude foi católico crente e fez parte da JEC. Apesar disso, apoiou em 1958 a candidatura de Humberto Delgado e a sua consciência política começou a despertar. 

  • Em 1961 voltou ao liceu para poder ingressar no curso de História da Universidade de Coimbra. Nessa altura tornou-se militante do PCP, e um ano mais tarde ingressou na Universidade de Coimbra.

  • O seu curto percurso académico terminou com a prisão pela PIDE a 28 de abril de 1962, durante as férias da páscoa. Só seria libertado cinco meses depois, a 29 de setembro. 

  • Voltou a ingressar no curso de História, desta vez na Universidade do Porto, e pouco tempo depois foi chamado para cumprir serviço militar obrigatório Recusando-se a combater na guerra colonial e sem o apoio do PCP que defendia o o trabalho político dos seus militantes nas colónias, exilou-se em Paris em junho de 1963 com apenas 21 anos. Só voltou a Portugal onze anos mais tarde, após a Revolução dos Cravos em 1974

  •  Inquietação  

  •  Em Paris começa a compor canções, primeiro em francês e depois em português. Em 1965 fundou o grupo Teatro da Liga, com o qual colaborou durante alguns anos. Aquando do Maio de 68 já tocava em festas, escolas e faculdades, juntamente com os companheiros de exílio Sérgio Godinho, Luís Cília e Tino Flores. 

  • Fundou ainda o Grupo Organon, corporação artística que realizava várias atividades por França

  •  Em 1969 edita o seu primeiro EP Seis cantigas de amigo, editado pelos Arquivos Sonoros Portugueses.

  •  A sua actividade musical continuou a desenvolver-se a partir de 1970, com o trabalho de produção de álbuns de Jean Sommer e a publicação do EP Ronda do soldadinho/ Mãos ao ar!

  • Em 1971 edita o seu primeiro LP, Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, e produz também o LP Cantigas do Maio de José Afonso, um dos álbuns mais marcantes da música portuguesa. 

  • Em 1972 publica Margem de certa maneira, seu último álbum publicado no exílio, e assina os arranjos e direção musical do LP Os sobreviventes de Sérgio Godinho, e Até ao pescoço de José Jorge Letria.

  •  No ano seguinte volta a colaborar com José Afonso nos arranjos e direção musical do LP Venham mais cinco

  •  Eu vim de Longe  

  •  Depois da Revolução dos Cravos regressou a Portugal e foi um dos fundadores do GAC, criado em maio de 1974 juntamente com Tino Flores, Fausto e Afonso Dias.

  •  Com o GAC percorreu o país de norte a sul e deu mais de mil espectáculos, assumindo publicamente a vontade em se expressar coletivamente e afastando a ideia de uma carreira a solo.

  •  Em 1975 foi convidado a título individual para participar no Festival RTP da Canção, mas optou por concorrer coletivamente com o GAC, apresentando o tema “Alerta”. A parceria com o GAC durou apenas um ano e meio.

  •  Juntou-se à Comuna – Teatro de pesquisa em 1977, onde compôs a música para a peça de teatro “A mãe”, de Bertolt Brecht, que é publicada em álbum no ano seguinte. No mesmo ano compôs, juntamente com Fausto e Sérgio Godinho, a banda-sonora do filme A Confederação de Luís Galvão Teles, e no ano seguinte compôs a música para o filme Gente do norte, de Leonel Brito.

  •  Abandonou a Comuna e junto com outros atores também dissidentes fundou, em 1979, o Teatro do Mundo com o qual colaborou em várias peças, tendo um papel preponderante nas atividades da companhia de teatro

  • . ser solidário  

  •  O regresso aos álbuns originais só aconteceria oito anos após o fim do seu exílio, com a publicação do LP Ser solidário e do emblemático single “FMI”, obra síntese do movimento revolucionário português com seus sonhos e desencantos.

  •  Esta última foi proibida pelo próprio José Mário Branco de passar em qualquer rádio, TV ou outro tipo de exibição pública. Não obstante este facto, "FMI" será, provavelmente, a sua obra mais conhecida.

  •  Seguiram-se A noite (1985), Correspondências (1990) e um álbum ao vivo em 1997. Ao longo das décadas de 80 e 90 compôs música para inúmeros filmes e peças de teatro. Exerceu também um longo e prolifero trabalho como produtor musical para fado, tendo produzido álbuns para Camané e Carlos do Carmo, e mais recentemente para Katia Guerreiro.

  •  Ocupou assim um lugar de grande destaque no meio artístico do fado. O seu ultimo álbum de originais, intitulado Resistir é vencer, foi lançado em 2004 em homenagem ao povo timorense, que resistiu durante décadas à ocupação pelas forças da Indonésia logo após o 25 de Abril. 

  •  Em 2006, com 64 anos, José Mário Branco iniciou uma licenciatura em Linguística na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Terminou o 1.º ano com média de 19,1 valores, sendo considerado o melhor aluno do seu curso. 

  • Desvalorizou a bolsa de estudo por Mérito que lhe foi atribuída, dizendo que é «algo normal numa carreira académica»

  •  Morreu aos 77 anos vítima de paragem cardio-respiratória, na madrugada do dia 19 de novembro de 2019, em Lisboa, horas após ter concluído em estúdio o trabalho de produção, direção e arranjos musicais do álbum Ruas e Memórias, de Marco Oliveira, editado em 2022 

  •  "Mudar de Vida

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Nana Caymmi

  • Dinahir Tostes Caymmi, mais conhecida como Nana Caymmi (Rio de Janeiro, 29 de abril de 1941) é uma cantora e compositora brasileira Criada desde o nascimento num ambiente musical, sua vocação aflorou muito cedo. Filha do compositor, cantor e violonista Dorival Caymmi, e da cantora Stella Maris, seu dom e talento para a música já vinha de origens familiares. 

  • Em 1960 iniciou sua carreira artística quando gravou na gravadora Odeon a faixa Acalanto (Dorival Caymmi), no LP do pai, que compôs a canção de ninar para ela quando era ainda criança. Ela e Dorival gravaram em dueto a canção.

  •  Não Se Esqueça de Mim  

  •  Lançou, também, o primeiro disco solo, um 78 RPM, com as músicas Adeus (Dorival Caymmi) e Nossos beijos (Hianto de Almeida e Macedo Norte). No dia 26 de abril desse mesmo ano, assinou contrato com a TV Tupi, apresentando-se no programa Sucessos Musicais, produzido por Fernando Confalonieri.

  •  Em seguida, passou a se apresentar, acompanhada pelo irmão Dori, o programa A Canção de Nana, produzido por Eduardo Sidney. Gravou, em 1963, seu primeiro disco, chamado Nana, com arranjos de Oscar Castro Neves, pela gravadora Elenco.

  •  RESPOSTA AO TEMPO

  • Em 1964, participou do disco, também da Elenco, Caymmi visita Tom e leva seus filhos Nana, Dori e Danilo, ao lado do pai e dos irmãos. Foi um disco que se tornou um clássico da música popular brasileira e lançou "das Rosas", composição inédita de Caymmi de muito sucesso não só no Brasil mas nos Estados Unidos, onde foi gravada por Andy Williams. 

  •  Em 1966 venceu a fase nacional do I Festival Internacional da Canção no Maracanãzinho do Rio, interpretando a canção Saveiros (Dori Caymmi e Nelson Motta). Apresentou-se no programa Ensaio Geral (TV Excelsior), ao lado de artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tuca, Toquinho e Maria Bethânia, entre outros. 

  • Ainda nesse ano, assinou contrato com a TV Record, da Cidade de São Paulo. Ao lado do segundo marido, Gilberto Gil, compôs a canção "Bom dia", canção apresentada pelos autores no III Festival de Música Brasileira (TV Record), em 1967.

  •  Lembra de mim  

  •  Em 2000, comemorando 40 anos de carreira em disco, lançou o CD "Sangre de mi alma" (EMI), cantando em espanhol uma seleção de boleros, o segundo de sua carreira, como "Acércate más" (Osvaldo Farrés) e "Solamente una vez" (Agustin Lara), entre outros, com arranjos de Dori Caymmi e Cristóvão Bastos

  • . Tarde Triste  

  •  Em 2012 sua interpretação de Flor da Noite, de Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, fez parte da trilha sonora do remake da novela Gabriela produzida pela Rede Globo e baseado no grande romance de Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela. 

  •  Em 2013, em comemoração antecipada ao centenário do pai Dorival Caymmi (1914-2008), grava pela Som Livre junto com seus irmãos Dori e Danilo, o álbum intitulado CAYMMI, indicado em 2014 ao Grammy Latino de Melhor 

  •  Flor da Noite

  • Vida Pessoal

  •  Em 1961, casou-se com o médico venezuelano Gilberto José Aponte Paoli e mudou-se para a Venezuela. Nana morou em Caracas por quatro anos e lá nasceram, de parto normal, suas duas filhas: Stella Caymmi Aponte, em 1962, e Denise Maria Caymmi Aponte, em 1963

  •  Devido as traições e humilhações do marido, além de não ter conseguido adaptar-se totalmente a Venezuela, Nana desquitou-se e voltou grávida para o Brasil, em dezembro de 1965, com suas filhas pequenas. 

  • Em 1966, nasceu no Rio de Janeiro, também de parto normal, seu terceiro filho: João Gilberto Caymmi Aponte, e a partir de então se tornou a única responsável pelas crianças, mas conseguiu na justiça que o ex-marido pagasse a pensão dos filhos.

  • Em 1967, após alguns meses de namoro, foi viver junto com o cantor e compositor Gilberto Gil. Em 1969 separou-se dele pela impossibilidade de acompanhá-lo com seus três filhos pequenos para seu exílio na Inglaterra, devido à perseguição do Regime Militar à época.

  • Em 1970 iniciou um namoro com o cantor João Donato. O casal morou junto de 1972 a 1974. Após outros relacionamentos com atores e músicos, em 1979 começou um namoro com o cantor e compositor Claudio Nucci. 

  • Após três meses de namoro foram morar juntos. Em 1984 o casal separou-se. Esse foi seu último casamento, sem deixar de circular na mídia com alguns namorados ocasionais.

  •  No dia 16 de dezembro de 1989, seu filho, João Gilberto, sofreu, no Rio de Janeiro, um grave acidente de motocicleta. A cantora passou o ano de 1990 dedicando-se exclusivamente aos cuidados do filho. Antes do acidente, Nana Caymmi sofreu com a dependência química do filho, que inclusive foi preso algumas vezes.

  • Por conta desse acidente, João Gilberto sofreu traumatismo craniano e ficou quatro meses em coma. Como sequela do acidente, atualmente vive em uma cadeira de rodas e possui deficiência mental.

  •   Nana Caymmi mora com seu filho em uma casa na zona sul carioca.